O conselheiro Ivan Lelis Bonilha do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) expediu medida cautelar determinando a suspensão imediata da licitação do transporte coletivo de Londrina a pedido da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Nesta terça-feira (18) a CMTU cumpriu a decisão e comunicou a suspensão do edital.
Em novembro deste ano, a Grande Londrina afirmou que não iria participar do processo licitatório. O contrato da prefeitura de Londrina com as empresas que prestam o serviço de transporte na cidade vence no dia 19 de janeiro de 2019. A abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas estava marcada para o dia 26 de dezembro.
No dia 12 de dezembro a TCGL pediu à CMTU a impugnação do edital alegando pelo menos 23 falhas e imprecisões no documento. Cinco dias depois, a Companhia julgou o pedido improcedente. A Grande Londrina resolveu, então, levar a questão ao TCE-PR, que concedeu a suspensão.
TCGL quer tarifas mais altas
A empresa apontou que informações foram "manipuladas" para garantir que a passagem não passasse de R$ 3,9957 no lote 1, que corresponde a 64% das linhas. Para a Grande Londrina, o valor deveria ser de no mínimo R$ 4,2537.
A TCGL também contestou o preço relativo ao lote 2, que corresponde às linhas da região sul. O edital limita o valor a 4,0889, enquanto a empresa defendeu tarifa de R$ 4,3495.
Na impugnação endereçada à CMTU, a TCGL também questionou a obrigatoriedade de fornecer o primeiro cartão transporte gratuitamente.
A Grande Londrina afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto.
Em entrevista ao Jornal Tarobá 2ª Edicão, Marcelo Cortez, presidente da CMTU, comentou a determinação do TCE-PR e garantiu que o transporte não será suspenso em janeiro de 2019.
Atualizada às 20h15