Policial

Após soltura de acusados de homicídio, noiva da vítima pede justiça

14 abr 2021 às 07:23

A noiva de Otoniel de Paula, Nilmara de Paula, disse sentir vergonha da justiça após uma decisão autorizar os dois acusados da morte responderem pelo crime em liberdade.

“Daqui 10 anos meu não voltará mais para mim. Enquanto choramos a dor de perder quem amamos, eles vão estar comemorando a liberdade por matar um homem de família, um trabalhador, um homem que só saia de casa pro serviço ou pra ir à igreja. #justiça”, escreveu.

O vendedor de máquinas de cartões de débito e crédito Otoniel De Paula, foi encontrado morto no dia 6 de junho de 2020 no Contorno Norte de Ibiporã, na BR-369. Ele também era motorista de aplicativo e havia desaparecido três dias antes, enquanto trabalhava na zona leste da cidade. O caso está sendo apurado como homicídio.

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Mas a noiva de Otoniel diz ainda que vai continua a luta por justiça e para que o crime seja considerado como latrocínio, o roubo seguido de morte.

A decisão que liberou Welves dos Santos Silva e Robson Antônio dos Santos é do juiz da 1ª Vara Criminal.

De acordo com o magistrado, os dois acusados não oferecem nenhum tipo de perigo para a sociedade e, por isso, ele determinou a soltura. Eles teriam comprado o carro de Otoniel e queimado todos os pertences da vítima logo após a morte.

Os outros dois acusados pela morte de Otoniel continuam presos. Os quatro podem ir à júri popular.

"Saudades do meu amor. Como machuca pensar que não vou ter mais você. Como tudo ficou vazio sem você amor . Te amo milhões.", publicou Nilmara em uma rede social.  

Relembre o caso
As investigações concluíram que Otoniel de Paula foi assassinado por um de seus clientes, que estava com problemas em uma máquina de cartão que havia sido vendida pelo motorista.

No dia do crime, eles teriam se encontrado no barracão onde um dos réus trabalha para conversar sobre o problema da máquina. O autor do crime teria se descontrolado e batido na cabeça de Otoniel várias vezes com uma barra de ferro, com a ajuda de um amigo, causando a sua morte. Eles enrolaram o corpo em um saco plástico e abandonaram às margens da rodovia.

Em seguida, venderam o veículo que o motorista utilizava um terceiro homem, que o levou para sua propriedade rural em Sabáudia (50 km de Londrina). O comprador do veículo, junto com o caseiro da propriedade, queimou os pertences de Otoniel que estavam dentro do veículo. Eles é que tiveram decretada a soltura enquanto aguardam a decisão da justiça sobre um possível júri popular.

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