Policial

Caso Andressa Brito: acusado é condenado a 33 anos e 10 meses de prisão

17 jun 2021 às 17:53

Valdecir José do Prado, acusado de matar a jovem Andressa Brito de Souza, 25 anos foi condenado a 33 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (17), após um ano e quatro meses do crime. O caso com requintes de crueldade chocou os moradores de Cascavel na época. 

O réu está em Toledo desde quando foi preso, cinco dias depois de assassinar a jovem. O júri durou o dia todo e pela manhã foram ouvidas as testemunhas de defesa e acusação.

Valdecir confessou que matou Andressa, mas a todo momento negou que tenha cometido o crime de estupro. Mas um laudo feito a pedido da defesa da vítima, apontou que houve abuso sexual cometido por ele contra Andressa.

Na ocasião, o homem escondeu o filho da vítima embaixo de cobertores para que o choro da criança não fosse ouvido. Felizmente ela foi encontrada e socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros.

Ao longo do processo, a defesa da vítima tentou fazer com o que réu respondesse por tentativa de homicídio contra a criança, mas o MPF não entendeu como tentativa de homicídio e negou o pedido.

Crime

Andressa Brito de 25 anos foi encontrada morta com golpes de faca no pescoço no dia 14 de fevereiro de 2020, dentro da residência na vila Cajati, área rural de Cascavel. O bebê de Andressa de apenas 10 meses, estava escondido embaixo de cobertores e foi socorrido pelos socorristas do Corpo de Bombeiros. O marido da vítima estava trabalhando quando tudo aconteceu. 

Equipes da Delegacia de Homicídios realizaram diversas diligências e após cinco dias do crime, encontraram o suspeito escondido em uma casa em São João do Oeste, também área rural da cidade.

Ele apresentou seu álibi, mas após investigações da DH, foi constatado que não condizia com o que ele falou. Valcedir nunca confessou o motivo do crime e se calou durante todo o processo. Segundo os familiares, ambos se conheciam apenas da área rural em que moravam e do trabalho, mas não mantinham nenhum vínculo.

Desde o crime, a família estava lutando por justiça, já que não havia um motivo para um crime tão cruel. 

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