Terminou na tarde desta terça-feira (25) o júri do caso Márcia Aparecida do Santos, morta em maio de 2015. O réu foi absolvido por feminicídio, mas condenado por homicídio culposo. Donizete Alves Pereira teve o alvará de soltura expedido para que possa cumprir a pena de um ano em liberdade, prestando serviços comunitários.
O réu era o companheiro da vítima na época e estava há seis anos em prisão preventiva. Por isso, o júri entendeu que parte da pena já havia sido cumprida.
Marcia morreu na frente dos filhos de 9 e 11 anos com ferimentos de roçadeira. Ela foi atingida no braço direito, teve o pulso quase decepado, e também teve ferimentos no quadril direito e na barriga, e não foi socorrida imediatamente. Um vizinho foi chamado e levou a vítima ao Pronto Socorro do Hospital de Tamarana.
O suspeito havia sido denunciado por feminicídio, com a qualificadora de meio cruel, pois a vítima não teve oportunidade de se defender. Mas, segundo ele, a morte foi um acidente.
De acordo o advogado de defesa, um dos fatores fundamentais para a decisão dos jurados foi a mudança de posicionamento por parte do perito criminal. No primeiro momento, ele dizia que era impossível ter sido um acidente doméstico. Mas agora, durante o depoimento, ele disse que a roçadeira poderia ter causado os ferimentos em um acidente doméstico.
Juntamente a isso, os depoimentos dos filhos de Donizete e Márcia também foram utilizados como prova por parte da defesa. Os dois sempre defenderam a versão de que foi um acidente. Eles comemoraram bastante a decisão do júri e disseram que desejam retomar a vida com o pai.
O advogado de defesa disse, ainda, que pretende entrar com um processo pedindo reparação dos danos causados ao Donizete por ter ficado durante seis anos em prisão preventiva.