Foi marcado pela justiça o júri popular de Alan Borges, que cometeu o feminicídio de Sandra Mara Curti, em 6 de julho do ano passado. O julgamento está marcado para o dia 18 de agosto. O sorteio dos jurados deve ocorrer em 2 de julho.
Alan matou a ex-esposa Sandra com 22 facadas. Ele é acusado de feminicídio triplamente qualificado. O crime aconteceu na frente dos filhos do casal, de 12 e 8 anos na época. O exame do IML revelou que as facadas atingiram diversas partes do corpo como rosto, pescoço, mãos e ombro.
Segundo o auxiliar da promotoria, o advogado Mário Barbosa, a expectativa da família de Sandra é que o réu seja condenado em todas as qualificadoras. Esta é a primeira vez que o julgamento é marcado e o defensor conta que há uma apreensão da família do júri ser adiado por conta da pandemia. "Está sendo constante infelizmente que isso ocorra por conta do Covid-19. Esperamos que o Magistrado tome todas as medidas de estilo (sanitárias principalmente) para garantir a realização do julgamento na data designada".
Há ainda o temor que de que a defesa tente levar o julgamento para outra cidade, como aconteceu em outros casos. "Existe a possibilidade, todavia a jurisprudência do TJPR em casos análogos não vem admitindo o desaforamento", aponta Barbosa. A acusação quer pena que aponte justiça para caso.
A defesa de Alan não foi encontrada.
Relembre o caso
Alan foi detido no local do crime, por vizinhos que ouviram os gritos na casa em que Sandra morava com os filhos. Com a chegada da Polícia Militar, o autor do feminicídio foi preso em flagrante. A prisão preventiva foi decretada ainda durante a noite do crime. A vítima chegou a ser socorrida com vida, levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A família de Sandra disse na época da morte que ela era perseguida pelo açougueiro, mesmo após a separação. Segundo a irmã da vítima, Sueli Cristina Curti, três dias antes de morrer, ela chegou a ir com Sandra até a delegacia solicitar uma medida protetiva, mas foi negado pela justiça. “O relacionamento deles sempre foi muito conturbado. Sempre foi de idas e vindas. Ele era muito possessivo. Ela que mantinha a casa. Como ela era funcionaria pública, ela que criava os filhos, ela que fazia tudo, ele não dava satisfação e as brigas eram constantes”.