Ao que tudo indica, a operação Metástase, desencadeada nesta quarta-feira (5) pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), Gaeco e Gepátria teve início com uma denúncia acolhida no dia 28 de agosto de 2020 pelo promotor Fábio Hideki Nakanishi, da 5a Promotoria de Justiça da comarca de Umuarama.
Os autores iniciais são os vereadores reeleitos Ana Novais e Mateus Barreto. Também foram ao encontro do promotor os então vereadores Deybson Bitencourt, que não disputou o pleito no ano passado, e Jones Vivi, derrotado nas urnas.
A denúncia era sobre a contratação de uma empresa para fornecer agentes de endemias, no prazo de 180 dias, sem licitação. O que veio depois disso foi uma bola de neve, ou uma metástase, tumor cancerígeno que vai se espalhando em áreas de lesão.
Ao dar início à ação civil pública, o Ministério Público passou a descobrir o que pode ser um catatau de escandalosas ilegalidades. As mais recentes delas têm relação com o desvio de recursos repassados pelo governo federal para o tratamento de pacientes com covid-19, em Umuarama.
O esquema de corrupção, de acordo com o MP-PR, chega a R$ 19 milhões. O valor é suficiente para comprar 270 respiradores ou 345 mil vacinas Coronavac, ao preço de US$ 10 por dose. Daria para imunizar toda a população de Umuarama e ainda sobraria para doar a municípios vizinhos.
Enquanto pessoas morrem sufocadas por falta de leitos, é doloroso saber que parte do dinheiro desviado teria sido usado na compra de barco e equipamentos náuticos e na construção de uma casa de veraneio em Porto Rico, às margens do rio Paraná.
Foram sete presos, seis em Umuarama e um Brasília. Esse número pode crescer nos próximos dias. Dos seis detidos aqui na cidade, cinco são empresários e dois são servidores da Prefeitura, com cargos no alto escalão.
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