Policial

“Eu estava assustado e não sei o que estava acontecendo”, diz motorista que atropelou GM

07 jun 2021 às 13:33

A Polícia Civil ouviu o depoimento Marcos Adriano Rosa, o motorista que foi preso após atropelar um guarda municipal de Londrina, durante o encerramento de uma festa clandestina com cerca de 200 pessoas.

Ao delegado o motorista disse que tinha bebido uma lata de cerveja por volta das 16 horas, mas negou estar embriagado. Ele recusou fazer o teste do etilômetro. O motorista também alegou que as bebidas alcóolicas que estavam no interior do seu veículo estavam fechadas.

“Eu estava assustado, eu não sei o que estava acontecendo. Eu entrei numa rua, porque eu não moro naquele bairro. Quando eu cheguei o pessoal jogou uma luz tão forte no meu rosto que eu não vi mais nada, me cegou na hora. Eu só vi na hora que realmente o guarda estava na minha frente, eu parei o caro na hora. Eu falei 'gente, machucou? Machucou?' Ele não, vira para a parede. Mas eu jamais, jamais passaria por cima, nunca, nunca na minha vida.”

O motorista vai responder por embriaguez ao volante, porque segundo a GM, estava com sinais de embriaguez, e por lesão corporal culposa.

A Polícia também ouviu o guarda municipal que foi atropelado. Veja trechos dos depoimentos no vídeo.

O caso

Na madrugada de domingo (06) uma denúncia levou a Guarda Municipal e fechar uma festa clandestina no meio da Rua Ali Ibrahim Kamar, no Conjunto Abussafe, zona leste de Londrina.

Segundo a GM, a festa acontecia em duas casas residências, mas muitos participantes tomaram a rua. Quando os Guardas chegaram, muitos saíram do local, com medo de serem autuados. Mas foi possível, ainda, fazer o flagrante de 80 pessoas no local.

Os Guardas foram hostilizados pelo participantes e tiveram que acionar reforço. Alguns chegaram a jogar garrafas e copos nas viaturas. No meio da confusão, um agente foi atropelado. Ele e o responsável pela festa foram detidos. O guarda ficou ferido, mas sem gravidade. Ele foi encaminhado ao hospital.

Segundo alguns moradores, várias casas vendem bebida alcoólica e funcionam como bar até tarde da noite e madrugada, o que vai contra o decreto estadual de combate à pandemia.

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