Familiares de dois rapazes presos na última quinta-feira (1) realizam protesto em frente à central de flagrantes da Polícia Civil na noite desta sexta-feira (2), em Londrina. Segundo eles, a dupla teria sido detida injustamente.
Luiz Gustavo Araújo, de 19 anos, e Bruno Soares, de 31 anos, trabalham em uma empresa de serviços de instalação de ar-condicionado. Eles teriam finalizado um trabalha durante a tarde e estavam esperando pelo proprietário da empresa busca-los quando foram abordados pela polícia.
Segundo o dono da empresa, Gilson Simões, ele chegou ao local e presenciou os dois funcionários sendo abordados por duas viaturas. “Eu fui até eles e pediram para eu aguardar que estavam realizando uma abordagem de rotina, porque haviam ligado dizendo que eles estavam tentando roubar algo, mas o policial disse que já seriam liberados”, explica.
De acordo com Gilson, os dois foram liberados e começaram a carregar as ferramentas para dentro do carro. “No que vieram me ajudar, parou um rapaz com uma caminhonete no meio da rua, sacou o armamento e pediu que eles colocassem as mãos na cabeça e levou eles para dentro da obra. Começou a agredir verbalmente os meninos e trouxe eles para cá dizendo que roubaram”, disse.
Questionado sobre o porquê os dois estariam presos se não houve furto, Gilson disse que um rapaz tirou algumas fotos do próprio carro alegando que ambos teriam arrebentado e arranhado o veículo. “O delegado disse que não poderia liberar enquanto não fosse confirmada a situação. Eles não fizeram nada. Estão lá até agora e ainda não teve a audiência de custódia”, afirmou.
Um dos rapazes detido já teve passagem pela polícia. “Ele já tinha cumprido e estava trabalhando com a gente há três anos. Eu espero que o nome dos meninos sejam limpo, são inocentes, não importa o que um fez no passado e já pagou”, explica Gilson.
Familiares e amigos protestam com cartazes e mensagens pedindo explicações sobre a prisão. A reportagem não teve informações da polícia sobre o caso.