O delegado-chefe da Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), Alan Flore, confirmou as prisões de pessoas que atuam no comércio atacadista de café em Londrina durante a operação “Expresso”, realizada na manhã desta terça-feira (16) em quatro estados do País. Além disso, empresários de torrefações também foram detidos por envolvimento no esquema bilionário de sonegação de impostos por meio da comercialização do café.
De acordo com Flore, 35 mandados de prisões foram cumpridos com mais de 60 sequestros de bens com objetivo de buscar o ressarcimento dos valores sonegados ao erário. Carros de luxo também foram apreendidos na operação que cumpriu mandados em condomínios de alto padrão na zona sul da cidade de Londrina.
No Estado foram montadas bases em Maringá, Santo Antônio da Platina e Londrina para a operação desta terça-feira. Os policiais também cumpriram mandados em Cornélio Procópio.
Levantamentos iniciais apontam que os valores devidos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 1 bilhão em impostos estaduais e federais, multas e correção monetária.
A força-tarefa responsável pela operação “Expresso” é coordenada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio de sua Divisão Estadual de Combate à Corrupção, com a atuação integrada, dentro das atribuições de cada órgão envolvido, da Receita Federal do Brasil; das Receitas Estaduais do Paraná, Minas Gerais e São Paulo; dos Ministérios Públicos do Paraná e Minas Gerais; das Polícias Civis do Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais; e da Polícia Científica do Paraná.
Com informações de Evandro Ribeiro