A morte da travesti, Natasha Galvão, na noite da última quarta-feira (30) teria sido motivada por uma vingança. Isso é o que aponta as investigações dos policias da Delegacia de Homicídios. O autor do crime foi morto em um confronto com a Polícia Militar pouco tempo depois da morte de Natasha.
O crime de transfobia, atos de preconceito, discriminação e intolerância contra o grupo de travestis e transexuais foi descartado. Também não foram apontado indícios de feminicídio, segundo o delegado que acompanha o caso, João Reis.
Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios, o motivo do crime seria vingança. Na noite anterior teria ocorrido uma discussão entre o autor dos disparos e algumas travestis que estavam no local. Câmeras de monitoramento gravaram a situação.
Alexandre teria sido agredido por Natasha. Ele teria passado pelo local e teria visto uma discussão entre travestis. A vítima teria entrado no veículo e o agredido. Ele conseguiu escapar, teria dado a volta no quarteirão e tentado atropelar as mulheres.
“No dia seguinte, o autor voltou ao mesmo local. Quando Natasha chega próximo, Alexandre dispara contra ela, a queima-roupa. Alexandre tinha antecedentes criminais e uma ficha criminal considerável, por tráfico roubo e a suposição é que ele voltou por vingança”, diz o delegado.
Natasha morreu na rua pouco tempo depois. O número da placa foi anotado e a Polícia Militar começou as buscas. O homem teria entrado em confronto com os PMs e morreu após ser baleado.
"O inquérito ainda não foi concluído. Ainda faltam ouvir alguns familiares do Alexandre e alguns laudos. Mas nesse momento o que foi importante foi apontar a motivação. Crime de ódio e feminícidio foram descartados e consideramos um homicídio", concluí Reis.
Natasha Galvão tinha 26 anos e foi morta na Rua Cabo Verde, na esquina com Avenida Leste Oeste. O local é conhecido por ser um ponto de prostituição.