Policial

Morte de travesti teria sido por vingança, diz Polícia Civil

06 jul 2021 às 09:18

A morte da travesti, Natasha Galvão, na noite da última quarta-feira (30) teria sido motivada por uma vingança. Isso é o que aponta as investigações dos policias da Delegacia de Homicídios. O autor do crime foi morto em um confronto com a Polícia Militar pouco tempo depois da morte de Natasha.

O crime de transfobia, atos de preconceito, discriminação e intolerância contra o grupo de travestis e transexuais foi descartado. Também não foram apontado indícios de feminicídio, segundo o delegado que acompanha o caso, João Reis.

Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios, o motivo do crime seria vingança. Na noite anterior teria ocorrido uma discussão entre o autor dos disparos e algumas travestis que estavam no local. Câmeras de monitoramento gravaram a situação.

Alexandre teria sido agredido por Natasha. Ele teria passado pelo local e teria visto uma discussão entre travestis. A vítima teria entrado no veículo e o agredido. Ele conseguiu escapar, teria dado a volta no quarteirão e tentado atropelar as mulheres.

“No dia seguinte, o autor voltou ao mesmo local. Quando Natasha chega próximo, Alexandre dispara contra ela, a queima-roupa. Alexandre tinha antecedentes criminais e uma ficha criminal considerável, por tráfico roubo e a suposição é que ele voltou por vingança”, diz o delegado.

Natasha morreu na rua pouco tempo depois. O número da placa foi anotado e a Polícia Militar começou as buscas. O homem teria entrado em confronto com os PMs e morreu após ser baleado.

"O inquérito ainda não foi concluído. Ainda faltam ouvir alguns familiares do Alexandre e alguns laudos. Mas nesse momento o que foi importante foi apontar a motivação. Crime de ódio e feminícidio foram descartados e consideramos um homicídio", concluí Reis. 

Natasha Galvão tinha 26 anos e foi morta na Rua Cabo Verde, na esquina com Avenida Leste Oeste. O local é conhecido por ser um ponto de prostituição.

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