A mulher jogada em um poço de ponta-cabeça e fechada com uma tampa de concreto, na última quinta-feira (15) ainda está internada na Santa Casa de Londrina com diversos ferimentos e fraturas pelo corpo, mas o estado de saúde é considerado moderado. Segundo a mãe dela, Maria Aparecida, ela ainda está confusa, chorando muito e não acredita no que aconteceu.
“Quando ela estava no Rio Grande do Sul, o ex-marido dela jogou gasolina nela, queimou toda a cabeça, queimou o corpo quase todo em terceiro grau de queimadura. As cordas vocais ficaram prejudicadas e ela só consegue comer deitada. Sempre acontece alguma coisa com ela. Aqui ela se queimou de novo e foi parar no HU, mas essa aí tem que ser a última, tem que ser”, disse a mãe.
A mulher reconhece os erros da filha, Juliana Aparecida Almeida, de 32 anos, e relata que ela se envolveu com as drogas aos 16 anos e foi vítima de diversos atentados. Isso não muda a tristeza de perceber que pessoas tiveram coragem de espancar a vítima e abandoná-la em um poço por mais de 12 horas.
“Foi morar em uma casa em que as pessoas mexiam com drogas e ela foi entrando pouco a pouco. Hoje ela está até no cachimbo. Eu acho um absurdo o que ela faz, mas não tenho mais o que fazer, já pedi para ela se internar. É muito difícil lidar com tudo isso”, afirmou a mãe.
Juliana foi vítima de uma sessão de tortura com diversos ferimentos. Os agressores prometeram voltar e acabar com a vida dela, o que não aconteceu porque um homem em situação de rua fez a denúncia à Guarda Municipal. Já foram realizadas buscas no local do crime para encontrar provas, e manchas de sangue chamaram a atenção dos investigadores, que fizeram a coleta de amostrar para análise em laboratório.
Diante da crueldade, a mãe busca por justiça, Juliana tem quatro filhas que foram recolhidas pelo Conselho Tutelar em 2015. Atualmente, a mais velha tem 14 anos e a mais nova 8, mas a avó nunca mais as viu.