O delegado Rogerson Salgado, da Divisão Estadual de Combate à Corrupção de Cascavel, falou na manhã desta terça-feira (13), sobre a operação que envolve organização criminosa que agia nos Cartórios dos Serviços Distritais de Lindoeste e Santa Tereza do Oeste. Estima-se que o prejuízo às vítimas seja superior a R$ 30 milhões.
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cascavel, sendo sete em residências e outro em um posto de combustível. Documentos foram apreendidos, dados extraídos dos computadores e celulares.
Um dos alvos seria ex-funcionário do Serviço Distrital de Lindoeste que foi afastado do cartório por decisão judicial. Os outros envolvidos seriam empresários da região e o titular do cartório.
Durante as investigações, a PCPR também apurou que o cartório do município de Lindoeste teria sido vendido irregularmente pelo titular aos investigados por R$ 200 mil mais o valor de R$ 15 mil mensais, pagos de forma vitalícia enquanto ele permanecesse como titular do local. Essa é a segunda fase da operação, que teve a primeira ação deflagrada em outubro de 2020. Na ocasião, cinco suspeitos foram presos, além da apreensão de carros, computadores, documentos e celulares.
Segundo o delegado, outras denúncias em todo o Brasil começaram a aparecer envolvendo falsificação. Até mesmo certidões de nascimento foram confeccionados, RGs e atestado de óbitos.
Um dos últimos casos envolvendo um grande prejuízo foi em Goiás. Pessoas foram presas após a compra de um apartamento e a realização do seguro de vida. Para que a dívida fosse quitada e o valor do seguro resgatado, os criminosos utilizaram documentos falsos.
Deccor cumpre mandados em posto de combustível