O delegado da Polícia Federal de Cascavel, Marco Smith, falou nesta terça-feira (23), sobre as investigações da queda de aeronave registrada no último sábado (20).
Na situação, duas pessoas morreram após a aeronave cair em uma área de mata próximo ao aeroclube de Cascavel, na PR 486. Os empresários Lyncoln Carneiro, de 59 anos e Carlos Morales, de 57 anos, foram às vítimas fatais do acidente.
De acordo com o delegado, são realizadas duas investigações, uma da Aeronáutica que busca entender os incidentes que causaram à queda, para assim orientar e determinar novas regras sobre voos.
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A outra investigação é feita pela Polícia Federal, que busca esclarecer se houve crimes relacionados à queda. O delegado afirma que a PF trabalhou incialmente com quatro possíveis causas, a meteorológica e a relacionada ao aeródromo já foram descartadas. Smith explica que não há indícios de homicídio, ainda que seja culposo, decorrente de negligências do piloto.
O inquérito policial tem 30 dias para ser concluído, e a polícia aguarda a chegada do laudo pericial realizado no local do acidente e na aeronave para dar sequencia nas investigações. Conforme o delegado algumas testemunhas já foram ouvidas.
Uma das hipóteses levantadas pela polícia é a falha no motor causada por pouco combustível, já que no local foi encontrado em meio aos destroços pouco combustível espalhado, outro ponto que leva a essa é hipótese é o fato da aeronave ter caído de bico, o que indica uma falha nos motores.
Smith cita ainda que o avião estava com o cronograma de manutenção em dia. Serão ouvidos os responsáveis pela realização da manutenção, se houver alguma indicação de negligência, os mesmo podem responder por duplo homicídio.