O major Walter João Marques Luiz, da Polícia Militar, preso na noite de sábado (26) por suspeita de embriaguez ao volante e omissão de socorro teve a liberdade provisória concedida mediante pagamento de fiança nesta segunda-feira (28), mas continua preso. Segundo a defesa, o valor de R$ 10 mil reais estipulado é muito alto.
Para o advogado do major, Alexandre Aquino, o valor é um absurdo e eles vão recorrer. “é um valor muito alto que não faz sentido, é exacerbado”, disse.
Ainda de acordo com o advogado, o importante é que o juiz já concedeu a liberdade provisória. “O próprio juiz de direito entendeu em conceder a liberdade provisória, uma vez que o delegado não concedeu a liberdade para o major na hora porque, em tese, os crimes imputados a ele, o delegado não teria competência para arbitrar fiança. Só vamos recorrer sobre o valor”, explicou.
De acordo com o boletim de ocorrência, o major apresentava sinais de embriaguez e “foi oferecido etilômetro, porém o mesmo se negou a fazer o teste”.
Algumas horas depois do acidente, às 23h55, o boletim informa que foi realizado o teste do etilômetro no policial pela equipe da Companhia de Trânsito da Polícia Militar, porém, “pelo falto do mesmo ter soprado de forma parcial, obteve-se resultado parcial de embriaguez.” O resultado do teste foi de 0,22 mg/L.
O policial responde por condução de veículo com capacidade psicomotora alterada e lesão corporal culposa.