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Policial militar preso em Londrina após acidente diz que não viu o motociclista

28 jun 2021 às 16:02

O major Walter João Marques Luiz, da Polícia Militar, preso na noite de sábado (26) por suspeita de embriaguez ao volante e omissão de socorro, admitiu, em depoimento ao delegado de plantão, que bebeu duas latinhas de cerveja durante o almoço, mas alegou que não estava embriagado no momento da prisão. “Olha, eu não sei porque deu este valor. Eu imaginava que ter tomado duas cervejas latão, aquelas latas grandes, já teria passado isso às 16 horas. Eu almocei, eu comi. Eu não tenho nenhum perfil, nenhum sinal de estar embriagado, de forma alguma", justificou.

O major da Polícia Militar disse ainda que não viu a moto do jovem, já que ele teria batido na traseira do seu veículo, e não omitiu socorro, sendo que ele mesmo teria chamado o Siate assim que foi abordado pelos guardas municipais.

Já de acordo com o motociclista, a colisão foi lateral. Em depoimento, ele afirmou que ia pela mão direita na avenida Arthur Thomas e o policial seguia pela pista da esquerda. O motociclista, que trabalha como entregador, disse que o major teria saído da pista, sem dar seta, e batido na sua lateral.  Isso teria ocorrido duas vezes. Depois, segundo o motoboy, o policial se evadiu do local. O motociclista teve escoriações pelo corpo.

O caso ocorreu na noite de sábado (26). De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Guarda Municipal estava em patrulhamento pela avenida Arthur Thomas, quando foi abordada por uma pessoa informando que uma caminhonete havia se envolvido num acidente com uma motocicleta e o motorista estaria fugindo.

A equipe da Guarda Municipal seguiu o veículo e conseguiu abordar o motorista na rua Waldomiro Fernandes. Segundo o boletim da Polícia Civil, o major Walter João Marques Luiz se apresentou como policial e disse que estaria armado.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez e “foi oferecido etilômetro, porém o mesmo se negou a fazer o teste”.

Algumas horas depois do acidente, às 23h55, o boletim informa que foi realizado o teste do etilômetro no policial pela equipe da Companhia de Trânsito da Polícia Militar, porém, “pelo falto do mesmo ter soprado de forma parcial, obteve-se resultado parcial de embriaguez.” O resultado do teste foi de 0,22 mg/L.

Major Walter Marques conseguiu liberdade provisória mediante o pagamento de R$ 10 mil de fiança, mas a defesa recorreu do valor.  O policial deve responder por embriaguez ao volante e lesão corporal.

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