Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

Argentina: reforma de Milei permite jornada de 12 horas e limita greve

Câmara dos Deputados argentina aprovou proposta do governo Milei
20 fev 2026 às 16:34
Por: Agência Brasil
Reuters/Martin Cossarini/Arquivo/Proibida reprodução

Em meio a protestos de rua e uma greve geral, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. Com mais de 200 artigos, o texto promove amplas alterações no sistema laboral argentino. 


O projeto permite a ampliação da jornada de trabalho diária de 8 para 12 horas; cria o banco de horas, com horas-extras que poderão não serem pagas, mas compensadas em outra jornada; além de limitar a realização de greves.


Na tramitação do Senado, foi retirada a possibilidade, prevista no texto original, de pagar o salário dos trabalhadores com moradia ou alimentação. Com a mudança, o trabalhador deve ser pago em dinheiro, podendo ser em moeda nacional ou estrangeira.


Na Câmara, os deputados excluíram a possibilidade de redução de salário em 50% nos casos de afastamento por licença médica. Como o projeto sofreu alteração, será novamente analisado pelo Senado.

Outras notícias

Brasil propõe pacto regional contra feminicídio no Mercosul

Justiça do Paraná reduz pena de homem que ateou fogo na companheira

Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para sala especial na PF

A Confederação Geral dos Trabalho (CGT) da Argentina, principal central sindical do país, realizou ontem uma paralisação nacional de 24 horas contra a reforma. Segundo a organização, a greve teve 90% de adesão


“Este projeto de lei nos faz retroceder 100 anos. Cem anos em direitos individuais, em direitos coletivos. É uma busca que se centra, essencialmente, na transferência de recursos econômicos dos trabalhadores para o setor empregador”, afirmou o co-secretário da CGT, Jorge Sola.


Por outro lado, o governo Milei sustenta que as mudanças vão permitir aumentar a formalidade no mundo do trabalho, reduzindo os custos para se contratar no país, conforme destacou o deputado governista Gabriel Bornoroni, do partido do Milei.  


“Esta lei visa formalizar 50% dos trabalhadores informais. Precisamos de uma nova lei trabalhista que inclua todos os trabalhadores na Argentina; só através do trabalho avançaremos”, destacou o parlamentar.


A Argentina segue caminho diferente de países latino-americanos como Brasil e México. Em Brasília, já se discute o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1), sem redução de salário. No México, o Senado aprovou, neste mês, a redução da jornada de 48 para 40 horas semanais. Na Argentina, a jornada é de 48 horas semanais.


Direito à greve

Uma das principais críticas dos sindicatos argentinos é contra a limitação do direito à greve. O projeto prevê que as assembleias de trabalhadores só podem ocorrer, em horário de trabalho, com prévia autorização dos patrões.


Além disso, o projeto estabelece uma série de serviços como essenciais ou transcendentais, limitando a paralisação, nesses casos, a 25% e 50% do total dos trabalhadores empregados, respectivamente.  

Foram incluídos como serviços transcendentais toda produção de bens e serviços ligados a exportação, além da indústria alimentar, sistema bancário, transporte de pessoas, entre outras atividades.


Outras mudanças

A reforma ainda revoga estatutos profissionais específicos, como de jornalistas, cabeleireiros, motoristas privados e viajantes comerciais, carreiras que têm legislações próprias.


A mudança proposta pelo governo de Javier Milei ainda possibilita que empresas negociem com empregados condições inferiores às definidas em negociações nacionais das categorias.  


Outra mudança criticada pela oposição é a criação do Fundo de Assistência Laboral (FAL), que seria usado para financiar a demissão de trabalhadores. Sindicatos argumentam que a medida torna a demissão sem custos para empresa. Ao mesmo tempo, o FAL passaria a usar recursos que hoje vão para a Seguridade Social, prejudicando o sistema de previdência do país.


A reforma também prevê um esvaziamento da Justiça Nacional do Trabalho, que teria suas atribuições transferidas para justiça comum ou federal.


O texto ainda prevê que as férias poderão ser divididas de acordo com as exigências do empregador, devendo cada período ter, no mínimo, 7 dias consecutivos.


A reforma trabalhista argentina também disciplina o trabalho por meio de aplicativos, considerando esses trabalhadores como “prestadores independentes”, sem reconhecimento de vínculo empregatício.


Além disso, a reforma trabalhista revoga legislação sobre trabalho remoto, que obriga empresas a arcarem com os cursos do trabalho feito a partir da residência dos trabalhadores, como internet, energia e equipamentos.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Municípios inadimplentes poderão receber recursos federais

Política
Davi Alcolumbre

Davi Alcolumbre nega criação de abertura de CPI sobre Banco Master

Política

Defesa de Vorcaro diz à PGR que banqueiro está aberto a esclarecimentos

Política

STF forma maioria para tornar réus acusados de obstruir caso Marielle

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

5º BPM de Londrina terá mudança de comando na próxima sexta

Cidade
Cascavel e região

Jovem de 15 anos mata o pai com facada no bairro Santa Felicidade

Cidade
Londrina e região

Produtores rurais cobram cooperativa após fechamento em Tamarana

Cidade
Londrina e região

Suspeito armado morre em ação do Choque na zona norte

Brasil Urgente
Londrina e região

Menina morre após 100 dias no HU e família aponta erro médico

Podcasts

Sem Cerimônia | EP 4 | O Futuro do Direito de Família | Elisângela Ribeiro e Juliana Tavares

Podcast PodFala com a Tai | EP 15 | O Valor do Sertanejo Clássico | Victor e Geovane

Podcast PodGuest | EP 25 | Experiência e Inovação em Eventos | Alencar Santos

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.