O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, participou de uma entrevista televisiva deste domingo (31) para debater os desafios estruturais e econômicos do Brasil. O foco central das discussões envolveu a estagnação da produtividade nacional e as propostas para o desenvolvimento do setor produtivo no cenário eleitoral.
Durante o debate, foram apresentados indicadores econômicos que apontam que a produtividade do trabalhador brasileiro equivalia a 45% da do trabalhador norte-americano na década de 1980, índice que recuou para a faixa de 25% nas últimas quatro décadas. Em termos de valor agregado por hora trabalhada, os dados comparativos indicaram uma discrepância entre o desempenho nacional, fixado em 19 dólares por hora, e o de nações de economia consolidada, como a Noruega, que registra a agregação de 90 dólares por hora trabalhada ao PIB (Produto Interno Bruto).
Ao analisar as medidas necessárias para alterar o panorama de estagnação, o ex-governador defendeu a educação básica como o principal vetor de reestruturação. A gestão goiana foi mencionada como modelo de referência na implementação de laboratórios de física, química e robótica nas escolas públicas, além do fornecimento de computadores portáteis para estudantes. De acordo com os dados apresentados, a política educacional e social contribuiu para a redução do número de jovens inseridos no sistema prisional ou sob condenação criminal no estado, que passou de 1.073 para 168 indivíduos.
O posicionamento do pré-candidato incluiu também críticas ao modelo de programas assistenciais adotado pela gestão do governo federal. Foi sustentado que as políticas atuais baseadas em transferências de renda geram ciclos de dependência financeira de longo prazo junto ao poder público. Como alternativa de governança, defendeu-se a transição dessas iniciativas governamentais para sistemas focados em profissionalização técnica e inserção formal de jovens e adultos no mercado de trabalho.