O presidente da comissão de assuntos econômicos do Senado, Renan Calheiros (MDB - AL) afirmou nesta terça-feira (24) que o coordenador do Banco Master, Daniel Vorcaro, será ouvido de maneira presencial na comissão, na próxima terça (3).
O depoimento do banqueiro, pivô em escândalos como o do próprio Master e de contratos suspeitos no rombo do INSS, era esperado nesta terça-feira para depor, assim como era esperado na segunda, na CPMI do INSS.
Vorcaro recebeu na semana passada uma espécie de habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, que deixava a escolha dele se iria ou não as comissões que foi convocado.
Ele alegou risco de exposição, perigos a integridade física e outras questões para negar as convocações, mesmo a defesa dele tendo afirmado antes da decisão do supremo que ele iria em todas as comissões, e ajudaria as investigações.
Segundo Calheiros, ele virá a Brasília em um vôo comercial. Antes, a defesa de Vorcaro tinha sugerido que deputados fossem a São Paulo ouvi-lo. O comparecimento na CAE e a ausência na CPMI do INSS mostram a perda de força política da comissão que analisa os desvios bilionários em aposentadorias e pensões.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (PODEMOS - MG) afirmou que irá ao Supremo para garantir a extensão dos trabalhos da CPMI. Se o presidente do senado Davi Alcolumbre (UNIÃO - AP) não aceitar o requerimento, os trabalhos serão encerrados, por força de regimento, no dia 28 de março.
Lideranças da CPMI que conversaram com a reportagem mostraram descontentamento com a decisão, e afirmam que Vorcaro aceito ir a CAE por encontrar um ambiente mais favorável. Os membros da CPMI tem batido na tecla de que muita gente dos três poderes da república tentam blindar Vorcaro, e a comissão do INSS não iria ser omissa nos questionamentos.