O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, reiterou sua resistência à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Durante a sessão realizada nesta quinta -feira (21), diversos parlamentares cobraram formalmente a leitura dos pedidos de abertura das comissões, sustentando que a instalação é um processo automático assim que atingido o número mínimo de assinaturas exigido pela legislação.
Em resposta às cobranças, Davi Alcolumbre chegou a se desculpar, mas manteve sua posição, afirmando que a decisão final sobre a instalação dos colegiados cabe à presidência da casa. Atualmente, o Congresso acumula oito iniciativas de CPIs voltadas ao Banco Master, das quais seis já possuem as assinaturas necessárias para avançar, aguardando apenas o ato formal de leitura para serem oficializadas.
Argumentos e resistências
A justificativa pública utilizada por Davi Alcolumbre para evitar o avanço das investigações é a proximidade do período eleitoral. No entanto, nos bastidores do Congresso Nacional, deputados e senadores admitem que a pressão exercida por parte dos parlamentares funciona como um "teatro político".
Governamentais argumentam que o desfecho de uma CPI é imprevisível e pode gerar instabilidade desnecessária em um ano de eleições. Por outro lado, a oposição também enfrenta obstáculos internos.