Em Londrina, o dia 1º de Maio foi marcado por duas celebrações do Dia do Trabalhador. No Centro Cívico, o movimento formado por integrantes da igreja, sindicatos e movimentos sociais participaram do ato que teve como foco a reforma da previdência. Cerca de 200 pessoas participaram do ato. “Tem que fazer com o Congresso perceba que não é uma questão legal, e sim de vida. Não pode retirar condições de aposentadoria, de um salário digno, de uma vida com dignidade. Isso é sacrificar a comunidade como um todo”, apontou o Padre Dirceu Fumagali.
Em falas promovidas por integrantes de sindicatos e movimento sociais, lembrou que o dia do trabalhador precisa de união de movimentos para combater o que chamam de “Fake News”. Com posição contrária ao que o Governo Federal aponta, que o país deve voltar a crescer e atrair investimentos caso a reforma seja aprovada, o movimento trata a proposta como desumana. “O dinheiro vai sair dos trabalhadores e da Previdência e vai para o mercado para os bancos fazerem a capitalização”, explicou o presidente do Sindicato dos Bancários, Felipe Pacheco.
A CNBB divulgou nota manifestando preocupação sobre a PEC da Previdência e pedindo aos cristãos que reflitam sobre o tema, pensando nos mais necessitados.
“Pior que a questão da aposentadoria é todo sistema de proteção social que hoje existe e deixará de existir. Precisamos evitar que a extinção desse recurso aconteça” apontou o presidente do Sindicato dos Professores Estaduais, Marcio André Ribeiro.
Após o ato, os manifestantes fizeram uma carreata até o residencial Flores do Campo, na zona norte de Londrina. O lugar segue ocupado desde outubro de 2016. As obras pelo programa Minha Casa, Minha Vida estavam paradas. No local, foi feito um almoço comunitário.
Já na paróquia Nipo-Brasileira Imaculada Conceição o dia começou com atletas a postos para a 2ª edição do Dia da Saúde. Foram atividades como corrida e caminhada, pedalada, explicações sobre alimentação saudável e exames preventivos.
“Não tem coisa melhor que cuidar da saúde e estar com os amigos”, contou um dos participantes, o comerciante Sandro Takahashi.
A corrida também contou com a participação do grupo Pernas Preciosas, que nasceu no início de 2018 com um coletivo de corrida para pessoas com deficiência. “Atividade física transforma vidas e proporciona qualidade”, expôs a coordenadora do projeto Angelita Bonifácio.