Política

EUA dizem que Cuba está “nos últimos suspiros”

09 fev 2026 às 16:01

Cuba está sem energia. Sob apagões de 20 horas em algumas regiões, hoje anunciou que não tem mais querosene para abastecer aviões. Vai ficar duplamente ilhada. Este é o momento mais crítico da história cubana desde a Revolução de 1959.



O gatilho para a penúria atual foi a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro de 2026, pelos Estados Unidos. Ele enviava combustível subsidiado a Cuba, agora interrompido. E o presidente Donald Trump ameaça com tarifas o país que o socorrer com barris de petróleo, seja o México, a Rússia, a China ou o Irã.


Entrou nesta segunda-feira em vigor um plano emergencial do governo cubano. Ele inclui o racionamento de combustível, a redução de transportes públicos e até mesmo o fechamento de hotéis na tentativa de preservar os serviços essenciais. Faltam ainda alimentos e medicamentos -- o que gera uma forte pressão social.


O Departamento de Estado e a Casa Branca, em Washington, diagnosticam que Cuba está em seus “últimos suspiros”. O presidente Miguel Diaz-Canel equipara a “terrorismo” as medidas americanas para asfixiar Cuba. Ele convocou os cubanos para uma “resistência criativa”, numa rara entrevista coletiva que concedeu a imprensa na semana passada.


Diaz-Canel disse que está aberto a conversar com Washington, desde que a soberania de Cuba seja respeitada e não haja “chantagem política”. As conversas já estariam ocorrendo, por enquanto secretas, segundo alguns jornais dos Estados Unidos.


Os cubanos de Miami, que torciam pela queda de Fidel e agora pela de seu irmão Raul, festejam antecipadamente o fim do regime. A situação é mais grave do que a do “Período Especial”, nos anos 90, porque hoje não existe quem socorra a economia em queda livre. Duas possibilidades são previstas para Cuba: colapso social ou abertura diplomática por força das circunstâncias.