O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (11), em Porto Alegre, que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso seja eleito.
A declaração ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do deputado Luciano Zucco (PL-RS)ao governo gaúcho, onde o senador reforçou sua aposta em um projeto de lei no Congresso Nacional para anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Defesa da anistia e estratégia no Sul
Em sua passagem pela capital gaúcha, Flávio detalhou as expectativas para o avanço da pauta de anistia no Legislativo. Segundo ele, a proposta busca permitir que os envolvidos nos episódios de Brasília retomem cargos públicos e tenham contas bancárias desbloqueadas.
Para o pré-candidato, a medida é uma forma de reparar o que classifica como perseguição. “O Congresso vai aprovar esse projeto de lei, uma redação que atenda a todos. Não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, declarou.
No Rio Grande do Sul, o PL lidera uma coalizão política que, até o momento, conta com o apoio de partidos como PP, Republicanos, Novo e Podemos. O movimento consolida o palanque de Zucco no estado e reforça a base de apoio à candidatura presidencial da legenda.
Movimentação de outros pré-candidatos
Enquanto o PL cumpria agenda no Sul, Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, realizou seu primeiro evento oficial de pré-campanha em Goiás. Acompanhado por aliados locais e pré-candidatos ao Senado, Caiado destacou sua experiência como governador e pediu o engajamento dos eleitores goianos para nacionalizar seu nome.
Em seu discurso, o governador enfatizou a importância do testemunho do eleitor local para sua expansão política. “Vou mostrar para o Brasil que conheço os problemas, tenho coragem, não tenho rabo preso e tenho condições morais de governar esse país”, afirmou Ronaldo Caiado.
A movimentação política deste sábado ainda incluiu Aldo Rebelo, do Democracia Cristã, que participou do Festival de Cantadores Repentistas do Nordeste, na cidade de São Paulo. Já Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo e ex-governador de Minas Gerais, não realizou atos públicos, mantendo apenas reuniões internas de coordenação política.