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Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que não aplicasse tarifas

Afirmação do pré-candidato acontece após EUA proporem tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados
02 jun 2026 às 16:12
Por: Band
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não taxasse os produtos brasileiros. O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil e propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados.


"Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente, [JD] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: ‘não taxem as empresas brasileiras’. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles", afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, em referência a sua visita a Washington na semana passada.


Flávio fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também esteve com Trump no mês passado. “Trump sabe que Lula se mobiliza para tirar o dólar como padrão internacional de comercialização entre os países. Isso é um tiro no coração dos Estados Unidos.”


Então, quem está sendo retaliado não são as empresas brasileiras. Quem está sendo retaliado é o próprio Lula. Trump toma essa medida porque olha para Lula e vê uma pessoa inconfiável, uma pessoa incompetente. — Flávio Bolsonaro


Ainda na entrevista, Flávio afirmou que não acredita que os pré-candidatos e ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, vão decidir formar uma candidatura conjunta para as eleições.

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"Eu não acredito que eles se unam em uma candidatura própria. Eu fui um dos que incentivei tanto a candidatura do Zema quanto a do Caiado. Acho importante termos diversos pré-candidatos que possam mostrar a verdade sobre o desgoverno que foi o Lula. Quanto mais campanhas tivermos mostrando a verdade sobre isso, alertando o povo brasileiro", afirmou.


A declaração de Flávio ocorre em meio a especulações sobre uma eventual aproximação entre Zema e Caiado. Zema já afirmou que é possível que os dois se unam ainda no primeiro turno para viabilizar outra candidatura de direita no lugar de Flávio, que segue como o melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto na disputa com o presidente Lula.


A fala foi reforçada por Caiado no dia seguinte, quando o ex-governor goiano disse que existe a possibilidade de que os dois se unissem em uma única chapa. Apesar de reconhecerem que discutiram a aliança, nenhum dos dois comentou quem cederia e aceitaria ser o vice da chapa.


No último sábado (30), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sinalizou que pode ser vice de Caiado, mas ressaltou que a decisão caberá ao candidato. Ele se manifestou após lideranças do PSD defenderem seu nome para vice e disse que recebe as indicações com "honra", mas que a definição depende de articulações políticas e de entendimentos fora da legenda.


Eduardo Bolsonaro como chanceler?


O filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda comentou que, caso eleito presidente, não selou um compromisso de nomear o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) como ministro das Relações Exteriores.


"As pessoas me perguntam: 'Eduardo vai ser chanceler?' Não tenho esse compromisso com ele, ele nunca me pediu isso, nunca conversei com ele sobre isso. Temos que ver quais serão nossos princípios, o que vamos defender para essa Pasta. Mas não tenho nenhuma dúvida que o Eduardo é uma pessoa importantíssima para ser ouvida", declarou.


Ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado e tem aconselhado Flávio em assuntos de política internacional. Ele acompanhou, por exemplo, a visita do irmão ao presidente americano, Donald Trump, na semana passada.

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