Política

Kassab projeta PSD no 2º turno e vê 'cansaço' da polarização no Brasil

09 fev 2026 às 15:58

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o grande desafio da legenda para o próximo pleito presidencial é consolidar uma candidatura de centro-direita capaz de romper a polarização e alcançar o segundo turno. Em entrevista ao programa Canal Livre, o dirigente partidário destacou que o atual cenário brasileiro demonstra sinais de exaustão em relação ao embate direto entre os extremos políticos.


Segundo Kassab, o partido deve concentrar esforços para avançar sobre o eleitorado de centro, embora sem ignorar a direita. Ele acredita que a viabilidade de uma candidatura do PSD reside na capacidade de se apresentar como uma alternativa equilibrada em um momento em que a sociedade busca caminhos menos conflituosos.


A estratégia para o segundo turno

Kassab defende que o PSD tem condições técnicas de chegar à etapa final da disputa e, inclusive, superar o desempenho de figuras consolidadas, como o presidente Lula. 
"Podemos também ter mais votos que o presidente Lula, por que não? O nosso esforço será para chegarmos no segundo turno", declarou o político.


Para o dirigente, o posicionamento de centro oferece uma vantagem estratégica rara em um segundo turno. Ele avalia que, caso o candidato de centro enfrente a esquerda, o diálogo com os eleitores e lideranças de direita torna-se natural. Da mesma forma, em um embate contra um nome da direita, a interlocução com o campo da esquerda seria facilitada, desde que haja seriedade nas composições políticas.


Desafio contra a polarização

A análise de Kassab ocorre em um contexto de fragmentação do espaço político que vai do centro à direita. Questionado sobre a concorrência com nomes como o de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PSD ressaltou que o foco da sigla será o eleitor que não se identifica com os extremos.


Na visão de Kassab, o "cansaço da polarização" mencionado pela bancada de entrevistadores é o elemento que permite ao PSD sonhar com o protagonismo. Ele reforça que a construção de uma candidatura viável depende de o partido conseguir absorver essa demanda por moderação, posicionando-se como o herdeiro natural dos votos de centro e de uma parcela da centro-direita que busca estabilidade.