O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai incluir a criação de um Ministério da Segurança Pública no programa de governo para o próximo ciclo eleitoral. A sinalização foi apresentada durante reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em Brasília. Atualmente, a área é gerida como uma secretaria dentro do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A efetivação da nova estrutura ministerial está condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, cujo texto deve ser apreciado pelo plenário do Senado no próximo mês.
Reaproximação política e pautas no Congresso
O encontro marcou a retomada da interlocução direta entre o Palácio do Planalto e a presidência do Congresso, interrompida desde abril após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com o reatamento institucional, ficou definido o calendário para a análise de pautas prioritárias do Executivo no Poder Legislativo:
PEC da Segurança Pública: Votação em plenário prevista para setembro;
"Taxa das blusinhas": Análise da Medida Provisória sobre isenção em compras internacionais de pequeno valor, com validade até 8 de setembro;
Fim da escala 6x1: Trâmite da proposta de alteração da jornada de trabalho para o plenário após o período eleitoral.
Articulações dos pré-candidatos à Presidência
O alinhamento em Brasília ocorreu em paralelo às agendas de outros postulantes à Presidência da República:
Flávio Bolsonaro (PL): Esteve reunido com a coordenação de campanha para traçar estratégias voltadas aos eleitorados feminino e evangélico. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participará de comícios ou viagens para acompanhar o tratamento de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ronaldo Caiado (PSD): Cumpriu agenda com empresários do transporte de cargas em São Paulo, onde criticou a ausência de adversários no debate da TV Band, agendado para o dia 23 de agosto.
Renan Santos (Missão): Participou de jantar com empreendedores em São Paulo.
Romeu Zema (Novo): Não cumpriu compromissos públicos.