A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro (PL). O posicionamento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) surge após a defesa do ex-presidente apresentar agravos regimentais contra suspensão de visitas e de manifestos políticos.
Como resposta ao episódio, o ministro relator suspendeu, inicialmente por 90 dias, a autorização para que Flávio visitasse o pai. Posteriormente, em 17 de julho, a restrição foi ampliada para suspender por 30 dias o direito de receber quaisquer visitas (exceto médicos e advogados) e proibir encontros políticos-eleitorais até o fim das eleições.
Argumentos jurídicos
A defesa de Bolsonaro alega que as restrições ferem a preservação dos vínculos familiares e que Flávio, além de filho, atua como advogado do pai. Sustentam ainda que a suspensão de direitos políticos não deveria impedir o exercício da liberdade de expressão.
Direito não é absoluto: A preservação dos vínculos familiares não afasta as regras da execução penal, podendo o contato ser limitado em caso de descumprimento de condições fixadas pelo juízo;
Regime Fechado: A prisão domiciliar não elimina a disciplina do regime fechado. A restrição de visitas para fins políticos sustenta-se na condição de condenado e nas regras que disciplinam a execução da pena;
Próximos passos
O parecer da PGR, proferido nesta quarta-feira (12), aguarda agora o julgamento dos recursos pela Turma do STF. A Procuradoria pede que os agravos da defesa sejam rejeitados, mantendo o isolamento político do ex-presidente enquanto durarem os efeitos da condenação.