O MPE (Ministério Público Eleitoral) contestou na Justiça quase mil registros de candidaturas apresentados para as Eleições 2026. As AIRC (Ações de Impugnação de Registro de Candidatura) foram protocoladas perante a Justiça Eleitoral e atingem principalmente postulantes aos cargos de deputado estadual e deputado federal, além da disputa pela Presidência da República.
De acordo com o órgão, as mais de 900 contestações apontam irregularidades enquadradas na Lei da Ficha Limpa e na legislação eleitoral. Entre os apontamentos estão condenações criminais, improbidade administrativa, abuso de poder político e econômico, suspeitas de ligação com organizações criminosas e descumprimento dos prazos de desincompatibilização de funções públicas.
Na corrida presidencial, a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) impugnou a candidatura de Pablo Marçal. A procuradoria argumenta que o empresário e político está inelegível até 2032 devido a uma condenação por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024. A decisão final caberá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após a manifestação da defesa.
Apesar das contestações, os candidatos com registros questionados podem manter atividades de campanha, propaganda e participação em debates até o julgamento definitivo. De acordo com o calendário da Justiça Eleitoral, todas as ações de impugnação de registro devem ser julgadas até o dia 14 de setembro.