Política

MTE registra mais de 4 mil denúncias de assédio eleitoral

01 nov 2026 às 10:06

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento do canal oficial criado para o recebimento de notificações. As ocorrências, computadas entre quarta e sexta-feira, estão sob investigação da Auditoria Fiscal do Trabalho e abrangem casos de coação, ameaças ou retaliações motivadas por posicionamento político de funcionários em empresas de todo o país.


A Região Sudeste concentrou o maior volume de notificações, somando 2.087 registros. São Paulo lidera o ranking nacional com 1.325 casos, seguido pelo Rio de Janeiro com 354 denúncias e Minas Gerais com 345. Juntos, os três estados responderam por 47% de todas as queixas encaminhadas ao governo federal. Na sequência do levantamento nacional, o Paraná aparece com 268 denúncias, seguido por Santa Catarina com 259 e pelo Rio Grande do Sul com 230 registros, refletindo a dimensão dos relatos de coação e demissões por divergências políticas.


Diante do volume de ocorrências, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou que o Código Eleitoral prevê sanções rígidas a empregadores que tentem interferir no voto de funcionários, ressaltando que “não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas” e destacando que a fiscalização atuará para proteger as garantias trabalhistas.


O secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, explicou que a comprovação do assédio resultará na lavratura de autos de infração e no encaminhamento de relatórios ao Banco Central para bloquear o acesso das empresas infratoras a financiamentos e empréstimos públicos. Além disso, o governo estuda criar um cadastro de transparência nos moldes da lista suja do trabalho escravo e vem notificando plataformas digitais para a remoção de conteúdos que incentivem a perseguição política em ambientes corporativos.

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