Após a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou as articulações para reorganizar a Esplanada dos Ministérios a partir de 2027. A formação da nova equipe deve considerar a presença de aliados que ganharam destaque durante a campanha, os desafios econômicos e a necessidade de ampliar a articulação com o Congresso Nacional.
Embora ainda não haja anúncios oficiais, alguns nomes já aparecem entre os cotados para os principais cargos do governo. As pastas da Fazenda e da Casa Civil concentram parte das especulações.
Quem são os nomes cotados?
Geraldo Alckmin (PSB): atual vice-presidente, é citado como uma das possibilidades para comandar o Ministério da Fazenda. No governo atual, também esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com atuação nas relações com o setor empresarial.
Rafael Fonteles (PT): governador reeleito do Piauí, aparece entre os principais nomes cotados para a Fazenda. Matemático e ex-secretário estadual da área econômica, ganhou destaque pela experiência na gestão fiscal. Fonteles, porém, afirmou que não tratou com Lula sobre a possibilidade de assumir um cargo no governo federal.
Dario Durigan: atual ministro da Fazenda, também aparece entre as possibilidades para permanecer no comando da pasta no próximo mandato.
Camilo Santana (PT): senador pelo Ceará e ex-ministro da Educação, ganhou força para assumir a Casa Civil após sua atuação na articulação política da campanha de Lula.
Fernando Haddad (PT): ex-ministro da Fazenda, é citado entre as possibilidades para ocupar uma função de destaque no próximo governo. Entre os cenários mencionados está uma eventual transferência para o Ministério da Justiça.
André Janones (Rede-MG): deputado federal, ganhou projeção pela mobilização de apoiadores nas redes sociais durante a campanha. Seu nome é ventilado para uma função ligada à comunicação digital ou outra estrutura no Palácio do Planalto.
Lincoln Gakiya: promotor de Justiça de São Paulo conhecido pela atuação no combate ao crime organizado, chegou a ser citado para um eventual Ministério da Segurança Pública, caso a pasta seja separada do Ministério da Justiça. A possibilidade, no entanto, perdeu força nas discussões mais recentes.
Desafios do próximo mandato
A montagem da equipe ministerial também envolve desafios econômicos e políticos. O governo precisará definir como conciliar as propostas apresentadas durante a campanha com o equilíbrio das contas públicas.
Outro ponto importante será a articulação com o Congresso Nacional. Com uma composição parlamentar que exige negociações com diferentes partidos, a distribuição de espaços no Executivo deve fazer parte das conversas para garantir apoio às propostas do governo.
As definições sobre os nomes e a estrutura dos ministérios ainda dependem das decisões de Lula e das negociações com aliados.