O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou nesta terça-feira (22) o seu décimo discurso de abertura do Debate Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Durante seu pronunciamento perante a assembleia de líderes mundiais, o chefe de Estado brasileiro enfatizou a defesa da soberania dos países latino-americanos, criticou tentativas de interferências geopolíticas externas e defendeu o fortalecimento do multilateralismo para a resolução de conflitos globais sob mediação diplomática.
Ao abordar a segurança pública e as fronteiras nacionais, o presidente destacou as ações de combate às facções criminosas com o suporte de órgãos federais e das Forças Armadas, reafirmando que o país rejeita a presença de patrulhamento militar ou meios navais estrangeiros nas águas jurisdicionais do Brasil. A agenda de cooperação internacional proposta ao governo dos EUA (Estados Unidos da América) foca no rastreamento de fluxos financeiros e no combate à lavagem de dinheiro, somando-se às operações coordenadas pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e pela PF (Polícia Federal).
O discurso presidencial abordou ainda a gestão dos recursos minerais estratégicos e a transição energética sob supervisão do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) e do MME (Ministério das Minas e Energia). O representante brasileiro ressaltou que a exploração de riquezas naturais deve garantir a transferência de tecnologia e a agregação de valor em território nacional, mantendo os compromissos de preservação ambiental assumidos perante o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e os fóruns climáticos internacionais.