Desde ontem (27), o deputado estadual governista de segundo mandato, policial federal Marcio Pacheco (PDT), é pré-candidato assumido a prefeito de Cascavel na eleição do ano que vem. Ele confirmou a decisão durante ato político realizado à noite, na Câmara Municipal.
O encontro, com direito à mensagem do líder nacional Carlos Pupi dando carta branca, oficializou a posse de Pacheco, por indicação, na presidência pedetista em cascavel. O mandato da executiva anterior, coordenada pelo veterano brizolista Sadi Bodanese, agora o vice do "novo PDT", venceu dia 22 e, de forma inédita na história recente da sigla cascavelense, renovou sem eleição direta.
Desta vez, os cerca de 1.800 filiados não votaram e um deles, o ex-secretário de Esportes, Wanderley Faust, busca liminar na Justiça pleiteando a chance de ir às urnas e, conforme defende, democratizar a sucessão. O processo que o advogado Marcos Boschirolli ajuizou ainda tramita e os novos dirigentes não acreditam que mude nada. Pacheco ignorou a movimentação da oposição interna, amenizou o tom e não citou nenhuma vez o ex-prefeito Edgar Bueno, com quem mantém péssimo relacionamento político e tem dito na imprensa querer ver fora da agremiação.
O prefeiturável reiterou certeza de contar com o amparo divino no próximo desafio eleitoral e pediu empenho dos aliados na discussão do programa de governo que defenderá. Não fazer promessas furadas, planejar bem a aplicação do dinheiro público, enxugar a máquina sem prejudicar o funcionalismo, tolerância zero com a corrupção, incentivar a geração de renda fomentando empregos na atividade empresarial foram tópicos citados.
A reunião foi acompanhada pelos vereadores Alécio Espinola(PSC), presidente do Legislativo; Valdecir Alcântara(PSL), Paulo Porto(PCdoB) e Policial Madril (PMB). O segundo vice presidente pedetista Serginho Ribeiro e o líder de bancada Fernando Hallberg também compareceram. Aldonir Cabral, ligado a Edgar, não apareceu.
Créditos: João Guilherme