Outro desapontado é o vereador Olavo Santos, ainda sem optar por nova sigla depois que o PHS enroscou na cláusula de barreira. A serenidade nos discursos sobre assuntos do Executivo deu lugar a puxões de orelhas que incomodam o líder de governo Rômulo Quintino e seu vice Josué de Souza. Um deles, durante sessão plenária na semana passada, lançou suspeita de o prefeito Leonaldo Paranhos estar apelando às pedaladas fiscais que derrubaram a ex-presidente Dilma Rousseff. A ideia seria maquiar o uso de rubrica e fazer gastos com pessoal fugindo do índice prudencial ainda na casa dos 51% da receita. O percentual precisa baixar sob pena de azedar negociações com os sindicatos empenhados em obter 8% de dissídio já na folha de maio, mas arriscando mal levar o índice inflacionário na ordem de 4,5% parcelado. Olavo alertou possível improbidade e eventual cassação do mandato de Paranhos. Madril, Sampaio e Halberg concordaram e estudam denunciar o caso no Tribunal de Contas.
Valdecir Alcântara, até então um dos mais comportados e fiéis situacionistas, usou a tribuna dia desses para reclamar e continua no time dos pouco contentes. Depois de confessar se sentir "idiota e otário" por conta da desatenção de setores da prefeitura, conseguiu agenda com Paranhos e repassou sua lista de prioridades. O queixoso permanece aguardando resultados e dando explicações ao eleitorado. A escuridão tomando conta da cidade é a principal demanda. Cerca de um mês após assumir a pasta de Obras e Serviços Urbanos, o secretário Adelino Ribeiro da Silva perdeu o gerente de iluminação Tião da Copel e tenta desencalhar o setor. Valdecir tem conversado bastante com o deputado federal e prefeiturável Evandro Roman, a quem apoiou na última eleição e reforçou parceria. O líder Rômulo não esconde uma ponta de preocupação. Ele diz que as reclamações não se sustentam e, no caso dos adversários, as críticas são de fundo eleitoral, visando desgastar a administração e prejudicar o prefeito numa provável tentativa de reeleição.