Os investigadores da Polícia Federal têm cobrado cada vez mais rapidez do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na Superintendência da corporação em Brasília desde 19 de março.
A reportagem apurou que delegados já o avisaram que “o calendário trabalha contra”, ou seja, quanto mais tempo o banqueiro demorar para oficializar as bases da proposta de delação premiada, mais informações ele terá de entregar às autoridades, porque a apuração avança.
Até o momento, dois dos nove celulares do dono do Banco Master foram periciados pela Polícia Federal.
Fontes da PF afirmam que receberam da defesa do banqueiro uma promessa: a ideia é apresentar a proposta de delação nos primeiros dez dias de maio. A grande dificuldade continua sendo o montante a ser devolvido, ainda mais diante da negativa reiterada de Vorcaro de ressarcir o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o Banco de Brasília (BRB). Vorcaro tem afirmado que “não lesou as instituições”.
Inicialmente, a expectativa é de devolução total de cerca de R$ 40 bilhões em até dez anos, mas o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), tem sinalizado que “o prazo é dilatado demais”.