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PF vê indícios insuficientes contra Bacelar no caso Master

Investigação aponta que menções ao parlamentar são 'mínimas'; documentos iniciais não sustentam foro na Corte.
22 jan 2026 às 17:48
Por: Band
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) avalia que não há elementos técnicos que justifiquem a manutenção do inquérito do "Caso Máster" sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração do repórter Caiã Messina, do Grupo Bandeirantes, os delegados responsáveis pelo caso entendem que o deputado federal Bacelar (PV-BA) não é mais o foco das investigações.


Entenda a origem do inquérito no STF

A investigação subiu para o gabinete do ministro Dias Toffoli após a descoberta de dois documentos que faziam menção direta ao parlamentar no início das apurações. Por envolver um deputado federal com prerrogativa de foro privilegiado, o processo foi automaticamente deslocado da primeira instância para a Suprema Corte.

No entanto, a Polícia Federal afirma que, com o avanço das diligências e a análise mais detalhada das provas coletadas, o cenário mudou. A corporação agora avalia que a presença do nome do político nas investigações não possui a densidade necessária para manter o processo tramitando no tribunal máximo do país.

"Menções mínimas" e o próximo passo

Para os delegados que comandam a operação, as menções ao deputado Bacelar foram classificadas como "mínimas". A análise da PF é de que o parlamentar "não está mais no centro da apuração", o que retiraria a necessidade de supervisão do STF sobre o conjunto da investigação.

A sinalização da PF abre caminho para que a competência do caso seja declinada. Se o ministro Toffoli seguir a orientação dos investigadores, o inquérito poderá ser fatiado ou enviado integralmente para a primeira instância, onde a tramitação costuma ocorrer nos juízos locais onde os fatos foram registrados.

O que diz o Caso Máster

O inquérito, que segue sob sigilo, busca esclarecer irregularidades e possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal segue com a investigação avançada, agora concentrando esforços nos alvos que permanecem como protagonistas do suposto esquema, sem a interferência direta de figuras com foro especial, conforme as conclusões mais recentes.
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