Política

Promotor que investiga PCC é cotado para ministério de Lula

27 out 2026 às 22:31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia nomes para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública, entre eles o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), e o ex-ministro da Educação Camilo Santana. Até esta terça-feira (27), Gakiya afirmava não ter recebido convite formal, mas disse que aceitaria assumir o cargo caso fosse chamado.


A discussão sobre a nova pasta ocorre em meio às articulações do governo federal para avançar com pautas prioritárias no Congresso Nacional. A criação do ministério está vinculada ao andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.


PEC da Segurança Pública está entre as prioridades

A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no plenário do Senado. O texto pretende ampliar a integração entre as forças de segurança e fortalecer a atuação do governo federal no setor. A tramitação também envolve debates sobre temas como a redução da maioridade penal.


O governo busca aprovar a PEC ainda neste ano. A criação de um ministério específico para a segurança pública é uma das medidas defendidas por Lula, mas a estruturação e o funcionamento da pasta dependem dos próximos passos políticos e administrativos.


Quem são os nomes cotados

Lincoln Gakiya integra o Ministério Público de São Paulo e é conhecido pela atuação no combate ao PCC. O promotor afirmou que aceitaria comandar a futura pasta se fosse convidado, mas ressaltou que não havia recebido uma proposta formal até esta terça-feira (27).


Camilo Santana, por sua vez, foi ministro da Educação e participou da articulação política da campanha de Lula. Seu nome também aparece entre os possíveis escolhidos para o cargo, embora não haja anúncio oficial sobre a definição do comando do ministério.


Articulações para vaga no STF

Paralelamente às discussões sobre a segurança pública, o governo também precisa lidar com a escolha de um nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, então advogado-geral da União, por 42 votos contrários e 34 favoráveis.


O senador Rodrigo Pacheco também é mencionado em articulações políticas relacionadas ao cenário nacional. A eventual indicação para o STF, no entanto, depende de decisão formal do presidente da República e da aprovação do Senado.


Em outra manifestação política, o ex-presidente Michel Temer defendeu uma reunião entre representantes dos Poderes, da sociedade civil e da oposição para buscar a pacificação do país e reduzir a hostilidade no debate político.

Veja Também