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Trump questiona eleição brasileira e Alckmin rebate: “equivocado”

Presidente dos EUA evitou polêmica com Lula: “me dou bem com ele”
27 out 2026 às 09:27
Por: Agência Brasil
Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o processo eleitoral brasileiro, nesta segunda-feira (26).


Em conversa com jornalistas, o presidente estadunidense questionou a prorrogação do horário da votação, ecoando o posicionamento da campanha do candidato derrotado no segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro.


“Acho que pareceu ruim a eleição, o jeito que foi organizada, com a prorrogação [do prazo de votação]. Muito estranho”, disse Trump. Para ele, a eleição “pareceu fraudada”, mas ele não aprofundou o assunto.

Questionado por um jornalista se ele poderia fazer algo em relação às eleições no Brasil, Trump disse que não governa o Brasil e que tem boa relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.


“Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só pensei que a eleição foi... eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”.

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Prorrogação


Neste domingo (25), no segundo turno das eleições gerais, após registros de restrições na circulação do transporte coletivo em diversas cidades do país, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, decidiu ampliar o horário das eleições por duas horas, até as 19h. 


Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos. O senador Flávio Bolsonaro contabilizou 59,8 milhões de votos. 


Opinião equivocada


Em entrevista à TV Vanguarda, do interior de São Paulo, o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin respondeu brevemente às declarações de Trump. Para o vice, a opinião do presidente dos EUA é "equivocada" e ele não deveria interferir na política do Brasil.


“Totalmente equivocada, né? Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. O Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”.


Tarifaço


Em seguida, Alckmin exaltou as negociações do Brasil com outros mercados como alternativa ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que inviabilizou a entrada de alguns produtos brasileiros naquele país. Ele disse que continuará negociando com o vizinho do hemisfério norte.


“Encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estado Unidos para ter um bom acordo. Estamos abrindo o mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-União Europeia e estamos bem encaminhados para um acordo Mercosul-Canadá. Mesmo com o tarifaço batemos recorde de exportação”.


“Imparcial”


O presidente estadunidense afirmou que não escolheu um lado na corrida presidencial brasileira, e apenas acompanhou o processo.


Parlamentares dos EUA, no entanto, chegaram a formalizar um pedido à Casa Branca, para que Trump não interferisse em favor de Flávio, demonstrando falta de consenso sobre o apoio declarado de Trump ao candidato derrotado.


Em 24 de setembro, 31 parlamentares do partido democrata enviaram uma carta falando em um “esforço coordenado" do governo Trump para ameaçar a aliança estratégica dos EUA com o Brasil e enfraquecer a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental às vésperas da eleição presidencial.


Na carta, os democratas acusam o governo Trump de tomar uma série de medidas para tentar garantir a vitória de Flávio Bolsonaro.


Entre elas, a imposição do tarifaço às mercadorias brasileiras como forma de evitar a condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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