Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

STF vota por unanimidade para aceitar denúncia e tornar Bolsonaro réu

Agora, o tribunal iniciará a ação penal que poderá condenar ou absolver o ex-presidente e os demais acusados
26 mar 2025 às 14:03
Por: UOL
Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) foi unânime em aceitar a denúncia sobre a tentativa de golpe de Estado, o que transforma o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados em réus numa ação penal.

 

O que aconteceu


A Primeira Turma do STF decidiu tornar réus os oito denunciados por unanimidade. Os cinco integrantes foram favoráveis na integralidade do voto do relator. Agora, o tribunal iniciará a ação penal que poderá condenar ou absolver o ex-presidente e os demais acusados.

Outras notícias

Deputado do PL a Hilton na Comissão da Mulher: "Qual tamanho do seu útero?"

Flávio Bolsonaro pede aplicação de lei para prisão domiciliar do pai

Gilmar anula quebra de sigilo que liga fundo a empresa de Toffoli

 

Moraes foi o primeiro a votar pelo recebimento da denúncia. Como é o relator do processo, Alexandre de Moraes se pronuncia primeiro. Ele levou cerca de uma hora e meia no voto. Ele destacou os indícios de crime e materialidade levantados na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) com relação ao ex-presidente e sete aliados.

 

Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin seguiram Moraes integralmente em falas rápidas. "No dia 1º de abril de 1964 também não morreu ninguém. Mas centenas e milhares morreram depois. Golpe de Estado mata", afirmou Flávio Dino em seu voto. "Ditadura vive da morte", concordou Cármen. "Necessito receber a denúncia para me aprofundar nas minhas questões levantadas", seguiu Fux.

 

“Há indícios razoáveis de recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República, que aponta Jair Messias Bolsonaro como líder da organização criminosa, demonstrando a participação do ex-presidente da República com os elementos na investigação da Polícia Federal”, disse Alexandre de Moraes, em seu voto no STF pelo recebimento da denúncia.

 

Bolsonaro nega crimes e alega perseguição política. Ele se tornou o primeiro ex-presidente a se tornar réu por tentativa de atentar contra a democracia.

 

O voto de Moraes

Moraes viu indícios sobre Bolsonaro e conhecimento do ex-presidente sobre etapas do golpe. Ele ressaltou que "não há nenhuma dúvida de que o denunciado Jair Messias Bolsonaro conhecia e manuseava e discutiu sobre a minuta do golpe. Isso não há dúvida. As interpretações sobre o fato vão ocorrer durante a instrução processual penal”.

'8/1 gravíssimo', aponta Moraes no voto. Ele ressaltou o reconhecimento das próprias defesas dos acusados de que o 8 de Janeiro foi gravíssimo e teve violência. Ele afirma que seis dos oito advogados não negaram isso em suas sustentações orais.

 

Vídeo com violência. O ministro então mostrou no telão do STF uma sequência de imagens das cenas de agressão, destruição e incêndios. "Se isso não é violência, o que é violência?", questionou Moraes. "Essas imagens não deixam dúvida da materialidade dos delitos", afirmou.

 

Como foi o primeiro dia do julgamento

Pedidos da defesa foram rejeitados antes de analisar mérito. Foram cinco preliminares, incluindo afastamento de ministros, a validade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e competência do STF para realizar o julgamento.

 

Relatório reforçou "amplo e integral acesso" ao inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado à defesa de Bolsonaro (PL) e dos demais acusados. Moraes leu ontem o relatório sobre a acusação contra Bolsonaro e aliados. O documento, de 45 páginas, descreve os passos do processo após a denúncia da PGR, em fevereiro. Leia a íntegra do relatório.

 

PGR defendeu denúncia. A Procuradoria-Geral da República disse que a investigação encontrou manuscritos, arquivos digitais, trocas de mensagens entre o grupo. "[Os materiais são] reveladores da marcha da ruptura da ordem democrática", afirmou Paulo Gonet em seu relatório.

 

O procurador-geral afirmou que houve tentativa de golpe pelos denunciados e que a ação é punível. "Golpes que se consumam não geram punição dos vitoriosos. Essa tentativa é fato punível descrito em lei", disse.

 

Defesa de Bolsonaro diz que ele "repudiou 8 de Janeiro". O advogado Celso Vilardi também reclamou de falta de acesso à íntegra das provas. Ele declarou que obteve todos os áudios e documentos citados na investigação, mas não ao material bruto apreendido pela Polícia Federal. Por isso, Vilardi diz que só teve acesso ao "recorte da acusação" sobre o material, mas que a defesa teria direito a fazer seu próprio recorte.

 

“Eu entendo a gravidade de tudo que aconteceu no 8 de Janeiro, mas não é possível que se queira imputar a responsabilidade ao Presidente da República, ou colocando como líder quando ele não participou dessa questão do 8 de Janeiro, pelo contrário, ele repudiou”, afirmou Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro

 

Denúncia fatiada. As denúncias foram separadas em cinco núcleos, para agilizar o andamento dos processos. Hoje foi aberta a ação penal contra o primeiro núcleo, considerado por Gonet como o "núcleo crucial" da trama golpista.

 

Fazem parte deste núcleo, além de Bolsonaro, os seguintes denunciados: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Mauro Cid.

 

O ex-presidente foi denunciado pela PGR em fevereiro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra Bolsonaro e outras 33 pessoas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Deputada do PL faz blackface na Alesp para criticar Erika Hilton

Política
Imagem de destaque

Dados de Vorcaro foram reinseridos no sistema da CPI do INSS, diz PF

Política

Dois condenados pela morte de Marielle são transferidos para Bangu 8

Política

PL fecha apoio a Moro para governo e mira palanque para Flávio no Paraná

Mais Lidas

Brasil e mundo
Brasil

Jovem 'acorda' e tosse durante o próprio velório e caso gera repercussão; entenda

Cidade
Londrina e região

VÍDEO: Filha flagra mãe no motel traindo e encaminha vídeo para o próprio pai

Cidade
Londrina e região

Suposto insulto racista motiva briga e deixa aluno ferido em colégio na área central

Cidade
Londrina e região

Padrasto que abusou e engravidou enteada é preso após tentar matar namorado da vítima

Cidade
Londrina e região

Prédio abandonado há 35 anos dará lugar a sede da TCS para 5 mil funcionários

Podcasts

Podcast Fala Advocacia | EP 11 | Qual é a atuação da Comissão de Mediação e Arbitragem?

Podcast Pulpor Talks | EP 4 | A História da Banda Referência em Londrina | Bonatrio

Podcast Arte do Sabor | EP 15 | Azeite na alimentação infantil

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.