O ex-prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, acredita ter sido vítima de julgamento político quando a maioria dos vereadores reprovaram as contas dele referentes a 2013. E sem respeitar parecer técnico do TCE recomendando aprovação com ressalvas, já sanadas.
As afirmativas são do seu advogado Marcos Boschirolli, para quem a futura sentença de mérito do recurso ajuizado no Fórum de Cascavel reverterá a decisão e favorecerá o cliente. Segundo esclarece, o despacho feito nesta quarta(8), pelo juiz relator Marcelo Resende, do Tribunal de Justiça, não tirou os direitos políticos do antecessor de Leonaldo Paranhos.
Se houvesse eleição agora, Edgar não teria problemas em registrar candidatura no TRE, assegura Boschirolli. O magistrado considerou embasados foram os argumentos do então procurador da Câmara, advogado Rodrigo Tesser que, em 2017, não concordou com despacho da juíza cascavelense Fernanda Consoni. Ela suspendeu os efeitos da Portaria divulgando a reprovação definida por 14 votos favoráveis, e tirou o Legislativo da discussão de mérito da ação de Edgar pedindo anulação da penalidade.
Marcelo acatou praticamente todo o arrazoado de Tesser, considerando legítima a participação do Legislativo no pólo da ação e determinando o retorno dos autos ao Terceiro Juizado Especial, Cível e da Fazenda Pública, podendo ser julgado a qualquer momento. Ainda caberão novos recursos, seja qual for o resultado. As contas de 2015, também reprovadas e em esfera recursal, aguardam decisão na Justiça local. Os técnicos do TCE tambem haviam aprovado, com ressalvas, e tiveram o parecer rejeitado na Câmara. O relatório de 2016, último ano do mandato passado, até agora não chegou aos vereadores. Eles também aguardam as duas primeiras prestações de contas do mandato de Leonaldo Paranhos