Política

Trump diz que negociadores do Irã são ‘estranhos’ e ‘imploram’ por acordo

26 mar 2026 às 10:42

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que os negociadores do Irã estão “implorando” para fazer um acordo de cessar-fogo na guerra que entrou na quarta semana. 


Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano voltou a ameaçar o regime do Irã e afirmou que Teerã deve levar a sério as negociações “antes que seja tarde demais”. 


"Os negociadores iranianos são muito diferentes e 'estranhos'. Eles estão 'implorando' para que façamos um acordo, o que deveriam fazer, já que foram militarmente obliterados, sem nenhuma chance de recuperação, e, ainda assim, afirmam publicamente que estão apenas 'analisando nossa proposta'. Errado!!!”, escreveu Donald Trump. 


“É melhor levarem isso a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque, quando isso acontecer, não haverá volta, e não será nada bonito!", completou. 


A declaração de Donald Trump ocorre após o governo iraniano rejeitar formalmente a proposta de paz de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos. Teerã classificou as exigências como "excessivas" e "fora da realidade soberana" do país.


A negativa ocorre em um momento em que o Oriente Médio enfrenta uma escalada de hostilidades. A proposta dos Estados Unidos, enviada por meio de mediadores paquistaneses, exigia que o Irã interrompesse permanentemente seu programa de enriquecimento de urânio e cortasse o financiamento a grupos aliados na região, como o Hamas e o Hezbollah.


Em contrapartida, o Irã apresentou suas próprias exigências para que as armas sejam depostas. Entre os pontos principais estão a interrupção de assassinatos de líderes iranianos, o pagamento de reparações pelos danos de guerra e o reconhecimento internacional da soberania do país sobre o Estreito de Ormuz.


O cenário de incerteza já gera reflexos imediatos nos mercados globais. Economistas alertam que a manutenção do conflito e o bloqueio de rotas marítimas essenciais podem elevar o preço do barril de petróleo a patamares recordes nos próximos dias, pressionando a inflação em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.



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