A reformulação do sistema tributário brasileiro já começou na prática e traz impactos diretos na rotina de empresas e consumidores. Conforme explicaram os especialistas Everton Gugel, diretor técnico da Consult, e Valdeir Cereza, coordenador tributário da Consult, a transição teve início em 2026, quando as notas fiscais passaram a exibir os campos dos novos tributos. O modelo adota a sistemática do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, que substituirá gradualmente o PIS, a Cofins, o ICMS e o ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido de forma compartilhada por estados e municípios.
A primeira grande mudança na cobrança efetiva ocorre em 2027, com a substituição do PIS e da Cofins pela CBS. Já o IBS será implementado gradualmente a partir de 2029 até a consolidação total do sistema em 2033. Com a transição, a arrecadação do IBS deixará de ser retida na origem produtora e passará a ser destinada ao local de consumo, sob gestão de um Comitê Gestor em Brasília. Essa uniformização das alíquotas nacionais busca eliminar distorções e encerrar a chamada guerra fiscal entre as unidades federativas, embora tenda a elevar a carga sobre setores específicos, como o de serviços e locações.
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