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Pedágio no Paraná: como o setor produtivo monitora o Free Flow e as manifestações

03 mar 2026 às 15:00

A cobrança de pedágio volta a avançar no Paraná, especialmente com a implantação do sistema Free Flow, modelo de pagamento automático sem praças físicas. O tema mobiliza o setor produtivo do Estado, além de gerar manifestações de prefeituras e moradores em diferentes municípios.


A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (FACIAP) sempre defendeu um modelo baseado na menor tarifa possível, aliado à garantia da execução das obras previstas em contrato.


O presidente do Conselho Superior da FACIAP e diretor do Grupo Móveis Brasília, Fernando Moraes, destaca que, embora a cobrança seja polêmica e “doa no bolso”, o período sem pedágio evidenciou que o Estado não tem condições de manter sozinho a qualidade das rodovias e oferecer atendimento rápido em casos de emergência. Estradas em más condições aumentam os custos de manutenção dos veículos e ampliam os riscos de acidentes.


Sobre os protestos recentes, como os registrados em Rolândia e Tamarana, Fernando Moraes avalia que, embora legítimas, as manifestações ocorrem de forma tardia. Segundo ele, faltou maior engajamento da população nas audiências públicas realizadas anteriormente, quando foram discutidos os modelos de concessão e definidos os locais das praças de pedágio.


Neste momento, o foco do setor produtivo está na fiscalização. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) criou um observatório de obras para permitir que a população acompanhe a execução dos investimentos prometidos, como duplicações e melhorias estruturais, evitando a repetição dos problemas verificados no contrato anterior, que vigorou por 25 anos.


O diretor reforça que a principal mensagem é a importância do engajamento social nas etapas de planejamento e definição das políticas públicas. A participação ativa da sociedade é fundamental para assegurar tarifas mais justas e a efetiva entrega das obras previstas.





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