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Terapeuta destaca perguntas essenciais para o autoconhecimento

17 set 2026 às 16:06

O processo de autoconhecimento exige a coragem de analisar a própria trajetória para compreender como traumas e vivências passadas moldam as escolhas do presente. Em entrevista, a terapeuta e consteladora Michelle Ferrari Crotti explicou que muitas condutas atuais funcionam como mecanismos de sobrevivência desenvolvidos ao longo da vida. Segundo a especialista, olhar para a história pessoal com o suporte de um profissional permite identificar dores armazenadas no inconsciente, ressignificar episódios dolorosos e interromper ciclos desfavoráveis.


Um dos principais fatores que levam à repetição de padrões e à autossabotagem é a lealdade invisível ao sistema familiar e às crenças absorvidas desde a infância. Michelle ressaltou que decisões inconsistentes ou a busca por relacionamentos com o mesmo perfil costumam ocorrer de forma inconsciente, motivadas pelo desejo de pertencer. Esse comportamento também se reflete na procrastinação, apontada pela terapeuta como uma travas emocionais ligadas à falta de clareza sobre o próprio valor e às expectativas externas.


A dificuldade de impor limites e a constante necessidade de agradar aos outros também sinalizam a presença de feridas emocionais relacionadas à aceitação. Para a especialista, aprender a dizer não de forma assertiva é fundamental para evitar a frustração e construir a autoconfiança. Questionar tradições familiares e permitir que cada indivíduo escolha o próprio caminho, inclusive no âmbito profissional, são passos indispensáveis para quebrar padrões rígidos e alcançar uma vida alinhada à própria identidade.

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