O artesanato surgiu na vida da artesã Raquel em 2021, logo após a sua aposentadoria, surgindo como uma alternativa terapêutica para cuidar da saúde mental. A inspiração para o novo projeto comercial veio de dentro de casa: a sua cachorrinha Maggie, hoje com 16 anos. Durante o inverno rigoroso daquele ano, Raquel confeccionou uma roupinha artesanal para protegê-la do frio. O capricho do trabalho manual chamou a atenção da proprietária de um pet shop local, que encomendou as primeiras peças para revenda, impulsionando o início definitivo do negócio.
Em 2022, Raquel integrou-se ao programa de Economia Solidária, vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social de Londrina, onde passou a cooperar ativamente com outras artesãs e a desenvolver linhas temáticas diferenciadas. Desde o final de fevereiro deste ano, ela vem conciliando a tradicional produção de inverno com peças exclusivas e temáticas voltadas para a Copa do Mundo, que incluem desde modelos variados de roupas pets até bonés personalizados costurados nas cores verde e amarelo.
Expectativa de Vendas
A Secretaria Municipal de Assistência Social estima que a temática do mundial de futebol injete forte otimismo no setor produtivo local. De acordo com a gerência de inclusão produtiva do Centro Público da Economia Solidária, a expectativa geral é de um incremento expressivo entre 30% e 40% nas vendas de produtos artesanais na cidade.
Os microempreendedores locais organizaram estrategicamente o cronograma de produção para atender à crescente demanda do período, que engloba artigos variados como itens personalizados de papelaria, bijuterias finas e acessórios de inverno, a exemplo de cachecóis temáticos. Para artesãs que atuam no segmento pet como Raquel, o ritmo de reposição dos estoques nos pontos de venda deve acompanhar diretamente o desempenho e o avanço da seleção brasileira no torneio.