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Efeito poupa-terra: Ciência faz Brasil produzir mais soja em áreas cada vez menores

22 mar 2026 às 10:00

A ciência brasileira permitiu que a produção de soja ocupasse um espaço cada vez menor para entregar a mesma quantidade de grãos nas últimas cinco décadas. Dados apresentados pela Embrapa Soja no Dia de Campo de Verão, em Londrina, mostram o chamado "efeito poupa-terra", resultado do aumento expressivo da produtividade desde os anos 1970. Atualmente, o país utiliza menos da metade da área que era necessária há 50 anos para produzir o mesmo volume de oleaginosa.


O pesquisador da Embrapa Soja, André Prando, explica que, na década de 1970, a produtividade média era de 1.487 kg por hectare. Com o avanço das tecnologias, a área necessária para obter essa mesma produção caiu gradualmente: passou para 0,87 hectare nos anos 1980 e chegou a 0,68 hectare na década de 1990. A redução continuou nos anos 2000 e 2010, atingindo a marca atual de apenas 0,44 hectare para colher o que antes exigia um hectare inteiro.


A iniciativa, que também foi destaque no Show Rural em Cascavel, utiliza uma vitrine tecnológica para demonstrar visualmente essa economia de território. Segundo Prando, o conjunto de inovações desenvolvidas pela pesquisa agropecuária poupou milhões de hectares de lavoura. "São várias tecnologias que, juntas, proporcionaram esse impressionante ganho de produtividade", afirma o pesquisador.


O trabalho da Embrapa destaca como a evolução científica contribui para a sustentabilidade do setor, permitindo que o Brasil aumente sua oferta de alimentos sem a necessidade de expansão proporcional das fronteiras agrícolas. A demonstração gráfica da redução das parcelas de terra reforça o papel da tecnologia na otimização do uso do solo e na preservação de biomas, consolidando a eficiência do agronegócio nacional.

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