A inteligência artificial, o uso de drones e as máquinas autônomas estão entre as tecnologias que devem transformar o agronegócio brasileiro nos próximos anos. Recursos que já começaram a ser aplicados nas lavouras e nas cooperativas podem melhorar o planejamento, aumentar a produtividade e reduzir os custos para os produtores.
O tema é destaque no último episódio da série Origens: a História do Progresso, exibido pelo Campo Vivo. A reportagem mostra como as transformações tecnológicas estão mudando o trabalho no campo e apresenta exemplos de inovações que podem ampliar a eficiência da produção.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL JÁ É UTILIZADA NO CAMPO
A aplicação da inteligência artificial no agronegócio não é apenas uma perspectiva para o futuro. A tecnologia já auxilia no monitoramento das lavouras, na estimativa de produtividade e no planejamento da colheita. Nas cooperativas, também pode contribuir para organizar o recebimento de grãos e aprimorar os serviços de assistência técnica.
O uso começa ainda na pesquisa, com ferramentas que ajudam a identificar características genéticas mais adequadas ao desenvolvimento das plantas. Na operação agrícola, drones e colhedoras com sistemas inteligentes são exemplos de equipamentos que incorporam essas soluções.
Algumas colhedoras, por exemplo, conseguem ajustar automaticamente o próprio funcionamento, reduzindo a necessidade de regulagens manuais durante a operação.
MELHORAMENTO GENÉTICO BUSCA AUMENTAR A EFICIÊNCIA
A reportagem também apresenta avanços no melhoramento genético do milho. Um dos exemplos é o desenvolvimento de uma variedade com previsão de chegada ao mercado em 2027. A proposta é produzir plantas de menor porte, mas com potencial para manter a produtividade e o tamanho das espigas.
Entre as vantagens apontadas estão a menor exposição aos danos provocados pelo vento e a possibilidade de ampliar a quantidade de plantas por área. O porte reduzido também pode facilitar a entrada de máquinas na lavoura após o florescimento.
TECNOLOGIA E PLANEJAMENTO PARA OS PRÓXIMOS ANOS
As perspectivas para o setor envolvem acompanhar as mudanças tecnológicas e antecipar as necessidades da produção. A avaliação apresentada na reportagem é de que o planejamento precisa considerar não apenas os próximos anos, mas também os desafios previstos para o fim da década.
As máquinas autônomas fazem parte desse cenário, com a possibilidade de realizar operações agrícolas com menor necessidade de intervenção direta do operador. O objetivo é melhorar o rendimento dos equipamentos e aproveitar melhor os recursos disponíveis para ampliar a produtividade.
LOGÍSTICA TAMBÉM ESTÁ ENTRE OS DESAFIOS
Além da tecnologia dentro das propriedades, a competitividade do agronegócio depende de melhorias na estrutura de serviços e no escoamento da produção.
A reportagem destaca a distância de aproximadamente 700 quilômetros entre a região Oeste e o porto, além da expectativa de ampliar as exportações. Nesse contexto, o aprimoramento dos serviços e a redução dos custos para quem produz no campo são apontados como fatores importantes para o futuro do setor.
Com esse episódio, a série Origens: a História do Progresso encerra a trajetória que apresentou as transformações do agronegócio, desde suas origens até as tecnologias que começam a desenhar os próximos capítulos da atividade.