O conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo com a proposta do governo norte-americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida surgiu após uma investigação que analisou diferentes aspectos da relação entre os dois países, incluindo decisões judiciais, acordos comerciais, políticas de desmatamento e até mesmo o modelo de funcionamento do Pix.
Segundo o advogado cível e conselheiro da OAB, Caio Jardini, a proposta foi apresentada pelo governo do presidente Donald Trump com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio e Tarifas de 1974, mecanismo unilateral que permite ao presidente dos Estados Unidos aplicar sanções comerciais a países considerados uma ameaça ao mercado interno norte-americano. De acordo com o especialista, a investigação contra o Brasil está em andamento desde 2025.
Jardini explica que, embora o governo norte-americano apresente justificativas relacionadas ao combate ao crime organizado e às políticas de desmatamento, os documentos que fundamentam a investigação apontam para uma insatisfação de grandes empresas ligadas aos setores de consumo e de dados.
O advogado também descarta a tese de que o Brasil represente uma ameaça econômica aos Estados Unidos. Segundo ele, a balança comercial entre os dois países é amplamente favorável aos norte-americanos, registrando um saldo positivo superior a US$ 400 bilhões nos últimos anos.
Na avaliação de Jardini, os números demonstram que os Estados Unidos obtêm ganhos expressivos com a manutenção da parceria comercial com o Brasil, o que reforça a relevância da relação econômica entre os dois países.
Para mais informações sobre o tema, assista à entrevista completa.