No quadro "Saúde em Ação", a nutricionista Raquel Lo Turco explica a complexa relação entre o cérebro e o sistema digestivo, mostrando por que momentos de estresse e ansiedade podem levar tanto à compulsão alimentar quanto à perda de apetite.
Segundo a especialista, existe uma ligação direta em que o estresse afeta a produção de hormônios no intestino, desregulando os sinais de fome e saciedade. A fome emocional funciona como um "GPS sem direção", direcionando a busca por alimentos calóricos, como doces, gorduras e carboidratos de rápida absorção, em busca de energia imediata e alívio momentâneo.
O hábito frequente de descontar emoções na comida pode provocar doenças metabólicas, incluindo diabetes, colesterol alto e problemas cardiovasculares.
Raquel Lo Turco reforça que um intestino saudável ajuda a regular o cortisol, hormônio do estresse, e a manter o equilíbrio mental. Em casos de compulsão alimentar mais grave, pode ser necessária a intervenção de um psiquiatra para regular os hormônios e estabilizar o comportamento alimentar.