Vídeos com pessoas de jaleco, discursos convincentes e promessas de curas rápidas têm sido usados em um novo tipo de golpe conhecido como “Dark Saúde”. Com o avanço da inteligência artificial, criminosos passaram a clonar imagens e vozes de profissionais para divulgar tratamentos sem comprovação e vender produtos, colocando pacientes em risco.
Segundo a advogada Nilza Sacoman, um dos principais sinais de alerta é quando o conteúdo promete uma solução milagrosa para problemas de saúde ou tenta criar uma sensação de urgência. Ela também destaca que imagens pouco naturais, com poucos movimentos ou apenas pequenos sinais faciais, podem indicar o uso de tecnologia de inteligência artificial.
A especialista alerta que os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, por passarem mais tempo conectados e poderem acreditar em falsas promessas, como produtos que substituiriam medicamentos ou tratamentos tradicionais. Nilza afirma que pessoas prejudicadas podem buscar medidas judiciais e registrar a ocorrência para responsabilizar os envolvidos e as plataformas onde o conteúdo foi divulgado.
A advogada orienta que o consumidor verifique informações antes de seguir qualquer recomendação encontrada na internet, incluindo a existência e a especialidade do profissional no Conselho Federal de Medicina. Ela reforça que a telemedicina regulamentada é diferente de conteúdos falsos que utilizam tecnologia para simular profissionais de saúde.