O conceito de “pobreza de luxo” ganhou espaço nas redes sociais para descrever o comportamento de pessoas que mantêm pequenos gastos com compras e experiências de consumo, muitas vezes por meio de crédito e parcelamentos, enquanto adiam objetivos financeiros maiores, como a compra de um imóvel. Durante participação no programa Vitrine Revista, o economista Emanuel Isac Mariano explicou que a facilidade de comprar pela internet e a exposição constante a ofertas podem estimular o consumo por impulso. Segundo ele, pequenas compras acumuladas comprometem o orçamento mensal e podem levar ao crédito rotativo do cartão, cujos juros, conforme informado pelo especialista, giram em torno de 450% ao ano. Quando a fatura não é paga integralmente, a dívida pode crescer e dificultar o pagamento de despesas básicas.
Para evitar esse cenário, o economista recomenda organizar as finanças e estabelecer limites para cada tipo de gasto. Uma das estratégias apresentadas é a regra 50-30-20, que prevê destinar 50% da renda às necessidades básicas, 30% ao lazer e aos gastos não essenciais e 20% aos investimentos e à construção de uma reserva financeira. O controle pode ser feito por meio de planilhas, aplicativos ou até anotações em um caderno, registrando as despesas e acompanhando o orçamento. Para quem possui patrimônio e deseja melhorar a organização financeira, Mariano também recomenda buscar orientação especializada. O objetivo é manter o equilíbrio entre consumo, qualidade de vida e planejamento para o futuro.