O início do ano foi marcado pela notícia do desaparecimento do jovem Roberto, que sumiu enquanto realizava uma trilha e foi encontrado vivo após vários dias. O caso levantou um importante debate sobre como praticar trilhas com segurança. Para falar sobre o tema, o Vitrine Revista recebe Richards Moura, profissional de educação física, que também esteve no Pico do Paraná, participando das buscas pelo jovem.
O educador físico destaca que planejamento e experiência são fundamentais para encarar uma trilha com segurança. Segundo ele, não começar pelo nível mais difícil é essencial para evitar acidentes e desgaste físico. Richards orienta que iniciantes não tentem, logo de início, trilhas complexas como o Pico do Paraná. O ideal é começar por picos menores e mais próximos da cidade, como o Pico Agudo, próximo a Londrina, para adquirir experiência. Além disso, contar com o acompanhamento de um profissional ou guia pode fazer a diferença em momentos de dificuldade e aumentar a segurança.
Outra recomendação importante é avisar amigos ou familiares sobre o local da trilha, o horário de início e a previsão de término, o que facilita a organização de equipes de busca em caso de emergência.
Como kit básico para trilhas, o especialista indica itens como lanterna, mesmo que a trilha seja diurna, apito para auxiliar em um possível resgate e roupas adequadas, incluindo agasalhos, indispensáveis até em dias quentes. Para o bem-estar, a alimentação também é essencial: o ideal é levar opções práticas, como pão, frutas, bolachas e macarrão instantâneo. E, claro, é fundamental recolher todo o lixo produzido durante o percurso.
Em situações extremas, como acidentes ou ao se perder durante a trilha, Richards reforça que, ao perceber que está perdido, a melhor atitude é parar e permanecer no mesmo local. No caso de Roberto, se ele tivesse ficado parado, poderia ter sido encontrado em cerca de cinco horas de buscas, em vez de passar cinco dias na mata. O especialista alerta ainda que seguir o leito de um rio pode parecer uma solução, mas deve ser considerado apenas como último recurso, já que descer rios é extremamente perigoso devido a quedas d’água e terrenos íngremes.
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